Vacinação de cães e gatos

 

As vacinas são substâncias aplicadas nos animais saudáveis para criar uma proteção contra as doenças e isso é chamado imunização. Isso ocorre através da produção de anticorpos pelo organismo. É considerado um dos mais importantes e eficazes instrumentos de prevenção da maioria das doenças infecciosas. Muitas dessas doenças, causadas por vírus ou bactérias, são incuráveis. Por isso, é importantíssimo vacinar os animais. Para que um cão ou gato seja vacinado é necessário que esteja clinicamente bem e para isso é feita uma avaliação (através de uma consulta) antes da aplicação pelo médico veterinário. Também deve estar vermifugado, tendo uma nutrição adequada, com comportamento ativo, estar sem febre e sem a presença de pulgas/carrapatos. E isso é importante a fim de evitar que a imunização não ocorra adequadamente.

O esquema de vacinação dos cães inicia‐se a partir dos 45 dias de vida com a aplicação da 1ª dose da vacina Óctupla (Contra Cinomose, Parvovirose, Coronavirose, Hepatite Infecciosa, Leptospirose, Adenovírus Tipo 2 e Parainfluenza) e com a aplicação de mais dois reforços aos 30 e 60 dias após  a 1ª dose.  Aos 4 meses, recebe então a vacinação anti‐rábica. Há um reforço anual para cada vacina.

O esquema de vacinação dos gatos inicia‐se aos 60 dias com a aplicação da 1ª dose da vacina Tríplice Felina (Herpesvirus, Calicirus e Panleucopenia Felina) e com um reforço 30 dias após a 1ª dose. Aos 4 meses, aplica‐se a vacinação anti‐rábica. Há um reforço anual para cada vacina. A imunidade gerada pelas doses de vacinas não é duradoura, por isso há necessidade de revacinações anuais. Existem algumas outras vacinas que são consideradas opcionais, ou seja, só são inseridas nos esquemas de vacinação de alguns animais. Isso é decisão do médico veterinário que levará em consideração os riscos aos quais esse animal está exposto. Como exemplo, temos as vacinas contra a Bordeteliose, Giardíase, Leishmaniose, Tétano, FeLV (Leucemia Viral Felina), Clamidiose (na Quádrupla Felina).

As vacinais podem causar efeitos colaterais e são chamadas reações pós vacinais e os principais sintomas observados são: febre, sonolência, apatia, falta de apetite, prurido (coceira) no local da aplicação e, mais raramente, prurido generalizado. O médico veterinário deve ser sempre avisado quando essas reações ocorrerem. A vacinação é considerada um ato médico e, portanto, só deve ser feita pelo médico veterinário. Ele é o único profissional apto a escolher e realizar o protocolo de vacinação adequado a cada animal. Infelizmente, o que tem ocorrido muito comumente é que leigos estão aplicando vacinas e muitas estão sendo vendidas no comércio, sem que haja um médico veterinário responsável. Quando isso ocorre, não há uma avaliação da condição clínica do animal a fim de averiguar se ele possui condições de ser vacinado, não há um acompanhamento quanto ao aparecimento de reações vacinais, não há garantias sobre a origem e a confiabilidade da vacina aplicada, se foi armazenada e aplicada corretamente e se, principalmente, vai garantir a proteção adequada. PROVAVELMENTE NÃO. Então, essa é uma atitude que não deve ser tomada em hipótese alguma.

 

Fonte: Acesso em http://www.drapriscilaalves.com.br/artigos/Vacina%C3%A7%C3%A3o%20de%20C%C3%A3es%20e%20Gatos.pdf